terça-feira, 25 de março de 2008

Introspecção


sou eu e o meu eu
a consciencia de quem sou
a vontade de mudar

os impulsos controlados
as prioridades trocadas
o comprender que não se entende

o estar-se só na multidão
a arrogância de não querer partilhar
os restos que não se quer dividir

sou eu e o meu eu
a minha música e o meu cinema
os meus livros e a minha escrita

o tempo de espera
a análise da vida
o momento de decidir

o estar-se abandonado
mas nunca perdido
e sempre sozinho

sou eu e o meu eu
quando me recomponho e
quando me reencontro

o meu tempo a sós comigo
o meu tempo de refrigério
o meu tempo de regresso a Ti
Março 2007

4 comentários:

rainbow disse...

Eu vi logo que isto não era actual, porque me pareceu um bocado descabido, uma fase que já tinha visto passar.
Não obstante, gosto da composição especialmente do último verso porque me faz lembrar a minha própria escrita.Á partida parece um verso desconexo,mas dá o sentido único a todo o resto.
E que tal escreveres um actual para fazeres uma comparação?

*******.v.

Mário Martins disse...

Prisicla poeta!...
Quem diria
Surpreendente, agradável, audacioso.
Como diz um velho amigo americano
"Muito bom"

Ruben Braga disse...

Temos todos um poeta dentro de nós. Afinal, o desfecho do duelo, a busca do belo...é algo que todos queremos não é Pris?
Gostei, poema com métrica curta usando frases fragmentadas para formar um todo. Temos um "happy ending" também, isto tudo é muito bom. Eu gosto daqueles poemas que usam e abusam da rima do princípio até ao fim...mas pronto...cada um escreve á sua maneira!

PS: Quero ler mais poemas neste blog!

LetrasAlinhadas disse...

Gostei muito, está optimo, um beijo e força, muita força para continuares!!!!!!